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2° Congresso Internacional de Controle do Câncer

Lígia Silva - Suporte Técnico Científico

Durante o 2° Congresso Internacional de Controle do Câncer, realizado no Rio de Janeiro, foram divulgados diversos estudos e uma série de ações relacionadas ao tema.
Foram definidas 10 recomendações para prevenção da doença baseadas em cinco anos de pesquisas, desenvolvidas por 21 cientistas reconhecidos mundialmente.
No site da OMS (Organização Mundial da Saúde) foi lançada uma seção que agrega informações comparativas entre diversos países sobre importantes fatores de risco, como obesidade e o consumo de álcool e tabaco. O link está disponível em http://www.who.int/cancer/en/. No site da Biblioteca Virtual em Saúde, também foi lançada uma área temática, uma iniciativa conjunta do Ministério da saúde, INCA (Instituto Nacional do Câncer), BIREME e OPAS/OMS, em que há dados que agregam fontes e informações sobre o controle da doença (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/controle_cancer/index.php).
O INCA anunciou a estimativa para 2008 de Incidência do Câncer no Brasil (http://www.inca.gov.br/estimativa/2008/versaofinal.pdf), marcando o Dia Nacional do Combate ao Câncer (27 de novembro), criado em 1988, com o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre tratamento e prevenção. A estimativa conclui que o país terá 460 mil novos casos, e os tipos mais incidentes em homens será o de próstata e pulmão e em mulheres o de mama e de colo do útero.
Um dos assuntos discutidos no evento mostra o investimento econômico da doença. Tanto para o setor público, como para o segmento de saúde privado, estima-se que entre 2008 e 2010, o tratamento de câncer em estágios avançados será cerca de oito vezes mais caro, comparado ao custo do tratamento se estes mesmos pacientes tivessem detectado a doença na fase inicial. Além disso, os gastos com tratamento custam sete vezes mais que as ações preventivas.
Uma das principais ações para reverter essa situação, é estimular a população a realizar exames de prevenção, como a mamografia (câncer de mama), o Papanicolaou (colo de útero) e o teste para verificação de sangue oculto nas fezes (câncer de cólon e reto). A freqüência e periodicidade desses exames geralmente devem ser anuais, mas dependem de fatores como idade, se há casos na família e exposição aos fatores de risco (fumo, álcool, exposição ao sol, etc.).
O acesso aos serviços de saúde é um direito dos cidadãos assegurado pela Constituição Federal. O SUS (Sistema Único de Saúde) foi criado para garantir a efetividade desses serviços, e no caso de câncer, qualquer pessoa pode realizar exames preventivos e consultas médicas regulares e gratuitas. Se a doença for diagnosticada, o paciente recebe tratamento especializado e sem custos. As unidades básicas de saúde (UBS) e os postos de saúde locais são as portas de entrada para o diagnóstico. Para saber onde encontrá-los, acesse: http://nev.incubadora.fapesp.br/portal/saude/ambulatorios e/ou
http://nev.incubadora.fapesp.br/portal/saude/. Para maiores informações: Disque Saúde - 0800 611997.

 

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